Há semanas assim.
Há pessoas que me irritam. Há pessoas que se rebaixam, que me rebaixam, que não se tocam, que não ouvem. Há pessoas que nem merecem ser chamadas de tal.
Há pessoas que são piores que animais, mas há animais que mereciam ser pessoas. Ou mais.
Há pessoas que se acham mais... e, para essas, pessoas que são sempre menos... Para elas, eu digo: merda para vocês, pessoas!
Há pessoas pessoais, e impessoais. Há pessoas pessoanas, como as pessoas do Pessoa. Há quem nunca tenha lido Pessoa e quem ache que escreve como ele. Há quem não escreva, quem não saiba, e quem só escreva merda.
Há pessoas que vivem dentro do seu umbigo, de pessoa... e há pessoas sem umbigo. Há pessoas de ouvido, e há pessoas de vista. Há pessoas de visita, e pessoas visitadas. Há pessoas vestidas e despidas, cobertas e nuas, pessoas sem nada. Pessoas cruas. Fritas e cozidas.
Há pessoas que eu amo, que me amam... pessoas indiferentes, pessoas que me são nada. E as que me são tudo. E com essas, pessoas, eu grito, eu bato, eu choro, eu berro, eu babo. E beijo, e toco, e faço, e mais e mais e mais...
Somos todos assim.
Pessoas.
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
Domingo, Novembro 15, 2009
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Doença...
Sai da minha cabeça
Sai do meu corpo.
sai sai sai sai sai........................................................................................................................
Sai do meu corpo.
sai sai sai sai sai........................................................................................................................
Segunda-feira, Outubro 19, 2009
Boxers ou cuecas? - uma análise sociológico-pateta sobre roupa interior masculina
Pensa o caro leitor que interesse pode ter um texto sobre roupa interior masculina, e o que há para debater sobre o assunto. Pensa também o respeitoso cibernauta que a questão se resume à dicotomia ‘boxer vs. cuecas’. Proponho ao simpático interlocutor que esqueça tudo o que até hoje aprendeu sobre vestes interiores e me acompanhe numa interessante viagem ao complexo mundo da roupa interior masculina.
Nota prévia: Este pequeno guia, baseado em dados recolhidos através de centenas de inquéritos anónimos feitos a, humm, pessoas, e na minha mais ou menos vasta experiência pessoal, pode ser usado como interessante instrumento para rapariguinhas, jovens mulheres, cotas enxutas e matronas atiradiças. E é gay friendly.
Boxer clássico - como o próprio nome o indica, um clássico. O tradicional calção de tecido, com comprimento até meio da coxa, elástico franzido na cintura e os indispensáveis 3 botõezinhos na braguilha. Vem em variações de cores e padrões, que vão desde o indispensável azul-cueca, ao xadrez de inspiração escocesa, passando por fantasias de gosto questionável (fantasminhas que brilham no escuro, palmeiras tropicais, as freudianas bananinhas, ursinhos e todo o género de piroseiras terminadas em -inho). O homem que usa este tipo de roupa interior é como a indumentária - clássico. Ou, por outras palavras, aborrecido até à quinta casa. É um indivíduo que não gosta de correr riscos, mas que será provavelmente rico. Metódico, ponderado e arrumado, o senhor ‘boxer clássico’ é ideal para meninas casadoiras, ansiosas por ver um pedregulho brilhar no anelar.
O melhor: segurança e sustentabilidade
O pior: previsibilidade… e aquela visão algo deprimente de um pénis murcho quando, acidentalmente, um dos três botões ficou por abotoar…
Danger! : 2
Cuecas: Não, não só só os vossos pais e os vossos irmãozinhos mais novos que usam cuecas. Há por aí muito rapazola envergonhado de admitir que também usa o tradicional slip (Ah, nostalgia das caixinhas azuis da Abanderado…). Tentemos ver para lá da imagem patética que é um homem despido, envergando apenas um slip azul-cueca/branco (Beckam pode. Vocês não). O que é que este indivíduo, que reclama o aconhego e segurança do seu precioso abono familiar, vos está a tentar dizer, enquanto a sua cobra zarolha se mantém enroladinha em forma de duchese? Nada mais nada menos do que ‘Pareço-te muito maduro e responsável, mas não passo de um puto reguila que quer jogar PES até às 7 da manhã com a malta, beber jolas encostado ao balcão enquanto galo umas mamalhudas. Dificilmente te vou trair, mas não garanto que não o faça, porque sou muito inseguro, mas quero que penses que sou um garanhão. Ah, e jamais participarei nas tarefas domésticas, porque a minha mãezinha ainda me passa a roupa e faz a cama’.
O melhor: Diversão e jovialidade
O pior: Insegurança e, once again, aquela visão do homem Abanderado estilo-Secretário-no-balneário-da-selecção-depois-do-apuramento-para-Europeu-96.
Danger!: 7
Boxer justo: O boxer justo de licra/algodão está para os dias de hoje como o boxer clássico estava para os anos 90. Embora se tenha banalizado e tornado um must have no guarda-roupa masculino, há que ter em atenção alguns pormenores. Atentemos: um utilizador de boxers justos pode ser um utilizador de cuecas disfarçado. ‘Ah, mas tem perna, é como um calção. E aconchega e tal’. Com certeza… mas, se analisarmos bem, as semelhanças com as cuecas são assustadoramente maiores. Sim, são avanços da ciência do vestuário, fazem menos volume com um par de calças mais ajustado, moldam o rabo de forma, admitamos, apetitosa mas…Há que avançar com os devidos cuidados. O utilizador de boxer justo é dúbio como um esquilo (fofinho ou roedor portador de doenças? A dúvida persiste). Poderá ser um homem sério agradável e sensual (especialmente se usar boxer justo branco em contraste com pele bronzeada), ou um putanheiro disfarçado. Ojo! e pezinhos de lã.
Nota: Existe um número cada vez maior de variações coloridas deste modelo, que vão desde o banal castanho até ao algo incomodativo rosa-choque, laranja ou verde. Poderá ser sinal que o utilizador é um homem arrojado e criativo, ou que tem apenas mau-gosto.
O melhor: Bom molde da traseira, boa performance, agradável ao toque
O pior: Ambiguidade
Danger!: 5
Sem roupa interior: John Lennon, Flower Power!, anos 60, protestos, queimar soutiens…Ah, esperem, estamos no século XXI. Pois é. Se, há quarenta anos, a recusa em usar roupa interior era vista como uma atitude de protesto contra a sociedade repressora e espartilhadora da liberdade sexual, hoje em dia é pura e simplesmente uma idiotice. E uma nojeira. Mas bom, não discutamos princípios, mas sim meios. E fins. Podem não acreditar, pero que los hay, los hay, e há que falar abertamente sobre eles. Eu recomendaria, desde já, fugir destes jovens a sete pés, mas se ainda quiserem ir por aí…então…Homens que não usam roupa interior são, regra geral, impossíveis de agarrar. Reclamam ser espíritos livres, neo-hippes, inconformistas, artistas e outras balelas terminadas em -istas mas, no fundo, são apenas malandros e chanfrados. Malandros, porque são demasiado preguiçosos para pegarem em si mesmos e irem a uma qualquer Modalfa ou H&M (ou feira de Carcavelos) comprar um raio de umas cuecas. Chanfrados porque, das duas uma: ou sofrem de amnésia selectiva e se esquecem de vestir tudo menos a roupa interior, ou sofreram uma repressão emocional tão severa enquanto crianças que agora sentem uma necessidade extrema de ‘andar com tudo à solta’.
O melhor: Acesso fácil e rápido
O pior: O cheiro… e tudo o resto
Danger!: 9
Nota prévia: Este pequeno guia, baseado em dados recolhidos através de centenas de inquéritos anónimos feitos a, humm, pessoas, e na minha mais ou menos vasta experiência pessoal, pode ser usado como interessante instrumento para rapariguinhas, jovens mulheres, cotas enxutas e matronas atiradiças. E é gay friendly.
Boxer clássico - como o próprio nome o indica, um clássico. O tradicional calção de tecido, com comprimento até meio da coxa, elástico franzido na cintura e os indispensáveis 3 botõezinhos na braguilha. Vem em variações de cores e padrões, que vão desde o indispensável azul-cueca, ao xadrez de inspiração escocesa, passando por fantasias de gosto questionável (fantasminhas que brilham no escuro, palmeiras tropicais, as freudianas bananinhas, ursinhos e todo o género de piroseiras terminadas em -inho). O homem que usa este tipo de roupa interior é como a indumentária - clássico. Ou, por outras palavras, aborrecido até à quinta casa. É um indivíduo que não gosta de correr riscos, mas que será provavelmente rico. Metódico, ponderado e arrumado, o senhor ‘boxer clássico’ é ideal para meninas casadoiras, ansiosas por ver um pedregulho brilhar no anelar.
O melhor: segurança e sustentabilidade
O pior: previsibilidade… e aquela visão algo deprimente de um pénis murcho quando, acidentalmente, um dos três botões ficou por abotoar…
Danger! : 2
Cuecas: Não, não só só os vossos pais e os vossos irmãozinhos mais novos que usam cuecas. Há por aí muito rapazola envergonhado de admitir que também usa o tradicional slip (Ah, nostalgia das caixinhas azuis da Abanderado…). Tentemos ver para lá da imagem patética que é um homem despido, envergando apenas um slip azul-cueca/branco (Beckam pode. Vocês não). O que é que este indivíduo, que reclama o aconhego e segurança do seu precioso abono familiar, vos está a tentar dizer, enquanto a sua cobra zarolha se mantém enroladinha em forma de duchese? Nada mais nada menos do que ‘Pareço-te muito maduro e responsável, mas não passo de um puto reguila que quer jogar PES até às 7 da manhã com a malta, beber jolas encostado ao balcão enquanto galo umas mamalhudas. Dificilmente te vou trair, mas não garanto que não o faça, porque sou muito inseguro, mas quero que penses que sou um garanhão. Ah, e jamais participarei nas tarefas domésticas, porque a minha mãezinha ainda me passa a roupa e faz a cama’.
O melhor: Diversão e jovialidade
O pior: Insegurança e, once again, aquela visão do homem Abanderado estilo-Secretário-no-balneário-da-selecção-depois-do-apuramento-para-Europeu-96.
Danger!: 7
Boxer justo: O boxer justo de licra/algodão está para os dias de hoje como o boxer clássico estava para os anos 90. Embora se tenha banalizado e tornado um must have no guarda-roupa masculino, há que ter em atenção alguns pormenores. Atentemos: um utilizador de boxers justos pode ser um utilizador de cuecas disfarçado. ‘Ah, mas tem perna, é como um calção. E aconchega e tal’. Com certeza… mas, se analisarmos bem, as semelhanças com as cuecas são assustadoramente maiores. Sim, são avanços da ciência do vestuário, fazem menos volume com um par de calças mais ajustado, moldam o rabo de forma, admitamos, apetitosa mas…Há que avançar com os devidos cuidados. O utilizador de boxer justo é dúbio como um esquilo (fofinho ou roedor portador de doenças? A dúvida persiste). Poderá ser um homem sério agradável e sensual (especialmente se usar boxer justo branco em contraste com pele bronzeada), ou um putanheiro disfarçado. Ojo! e pezinhos de lã.
Nota: Existe um número cada vez maior de variações coloridas deste modelo, que vão desde o banal castanho até ao algo incomodativo rosa-choque, laranja ou verde. Poderá ser sinal que o utilizador é um homem arrojado e criativo, ou que tem apenas mau-gosto.
O melhor: Bom molde da traseira, boa performance, agradável ao toque
O pior: Ambiguidade
Danger!: 5
Sem roupa interior: John Lennon, Flower Power!, anos 60, protestos, queimar soutiens…Ah, esperem, estamos no século XXI. Pois é. Se, há quarenta anos, a recusa em usar roupa interior era vista como uma atitude de protesto contra a sociedade repressora e espartilhadora da liberdade sexual, hoje em dia é pura e simplesmente uma idiotice. E uma nojeira. Mas bom, não discutamos princípios, mas sim meios. E fins. Podem não acreditar, pero que los hay, los hay, e há que falar abertamente sobre eles. Eu recomendaria, desde já, fugir destes jovens a sete pés, mas se ainda quiserem ir por aí…então…Homens que não usam roupa interior são, regra geral, impossíveis de agarrar. Reclamam ser espíritos livres, neo-hippes, inconformistas, artistas e outras balelas terminadas em -istas mas, no fundo, são apenas malandros e chanfrados. Malandros, porque são demasiado preguiçosos para pegarem em si mesmos e irem a uma qualquer Modalfa ou H&M (ou feira de Carcavelos) comprar um raio de umas cuecas. Chanfrados porque, das duas uma: ou sofrem de amnésia selectiva e se esquecem de vestir tudo menos a roupa interior, ou sofreram uma repressão emocional tão severa enquanto crianças que agora sentem uma necessidade extrema de ‘andar com tudo à solta’.
O melhor: Acesso fácil e rápido
O pior: O cheiro… e tudo o resto
Danger!: 9
Fio dental: Só strippers no Passarelle ou atletas de alta-competição. Se o indivíduo não se integra em nenhuma destas categorias, o meu conselho é... agarrem na malinha enquanto é tempo e run for your life.
O melhor: Gargalhada garantida
O pior: Não passar da parte da gargalhada
Danger!: Inclassificável
Segunda-feira, Outubro 05, 2009
Pois é!
You see, that's your problem. You don't wanna be in love, you wanna be in love in a movie!"
Rosie O'Donnell para Meg Ryan, em "Sleepless in Seattle"
Domingo, Outubro 04, 2009
Resisto
Resisto à tristeza, resisto à ausência
da dor. Resisto ao vazio,
à modorra. À
mansidão.
Resisto aos tratados, aos mandados
Aos mandões. Às mandatárias,
às mãos atadas e aos mandriões.
"Resisto, porque existo". Bravo!
E como o somos por existirmos.
Resisto porque estou cá
E é por cá que quero estar.
Resisto, porque sim
Embora, às vezes, pareça que não
e mereça o não. Mesmo assim
digo sim. Sim, resisto.
da dor. Resisto ao vazio,
à modorra. À
mansidão.
Resisto aos tratados, aos mandados
Aos mandões. Às mandatárias,
às mãos atadas e aos mandriões.
"Resisto, porque existo". Bravo!
E como o somos por existirmos.
Resisto porque estou cá
E é por cá que quero estar.
Resisto, porque sim
Embora, às vezes, pareça que não
e mereça o não. Mesmo assim
digo sim. Sim, resisto.
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